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Peace, Rights and New Networks

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The African continent is experiencing significative economic, political, cultural and social changes. Several parts of the continent are affected by internal tensions and conflicts, facing threats of transnational nature, such as terrorism. According with the International Rescue Committee and excluding several conflicts of minor intensity, from ten (10) active armed conflicts in the world, six (6) are in Africa. The human rights of Africans are at risk due the economic, political and religious pressure that drives the continent to intolerance against minorities.

In this complex landscape, the activism struggles for changing the scenario and some the efforts pays off, with this movements conquering space and prestige. In Malawi, after three months of pressure by the social movements, the Constitutional Court ordered the presidential elections to be repeated, and in other parts of the continent (Tanzania, Lesotho and Uganda), the right of communities to the land is being recognized due a decentralized policy. In this complex scenario, the struggles for democracy and tolerance must be framed in a global approach. The collaboration networks inside the continent, and other of South-South transnational nature, are becoming more important and effective facing authoritarian regimes.

Against this backdrop, the International Conference Activisms in Africa (2021) identifies, as theme of the conference, the role of African social movements in gaining and regaining peace and a sustainable and inclusive public sphere, as well as the relevance and evolution of transnational networks. Those local, national and transnational movements are vital for active opposition and resistance to neoliberal and neocolonial policies taken by dominant economic subjects, as well as corrupt and ineffective African governments. The conference will pay special attention to the composition and articulation of continental social and transnational networks, their practical manifestation in the field and their efficiency in achieving results. In this perspective, the conference highlights Peace, Rights and new solidarity networks as the core of its six axes:

Axe 1: Activism, social movements and Politics

– Resistance and social contestation
– Activism and process of democratization
– Rethink the dimension of Politic in Africa

Axe 2: Activism, Land and Environment

– Social movements and the right to the land
– Social movements and sustainable environmental management
– Social movements and megaprojects
– Social movements and solidarity and resistance networks: national, continental and transnational

Axe 3: Activism and Peace

– African social movements and Peace
– Social movements, internal conflicts and transnational threats
– Transnational networks for Peace

Axe 4 Activism and Human Rights

– Political rights
– Social rights
– Civil rights
– Cultural rights

Axe 5 Diaspora and Transnational networks

– Transnational activism networks
– Continental activism networks and South-South
– Activism movements in Diaspora

Axe 6: Activism and Art

– Visual Arts
– Cinema
– Music and Performative Arts
– Literature

Paz, Direitos e Novas Redes

O continente africano está sendo atravessado por mudanças consideráveis, de tipo econômico, político, cultural e social. Ainda são muitas as áreas afetadas por tensões e guerras, com ameaças mesmo de cunho transnacional, tais como o fenômeno do terrorismo demonstra. Segundo o International Rescue Committee, entre os 10 conflitos mais graves que estão decorrendo neste momento no mundo, seis estão localizados no continente africano, sem contar com outros de menor intensidade, que também estão ameaçando o futuro da África. Em paralelo, direitos fundamentais, individuais e coletivos, estão sendo postos em risco, com conflitos econômicos, políticos, religiosos e medidas governamentais que estão empurrando o continente para uma cada vez mais acentuada intolerância para com as minorias, a partir das de tipo sexual.

Entretanto, existem razões que mostram uma evolução positiva em certos países, nos diferentes domínios, graças ao ativismo de uma sociedade civil que, apesar das dificuldades, está ganhando espaço e prestígio. Em Malawi, por exemplo, depois de três meses de pressão por parte de movimentos sociais e de protesto, o Tribunal mandou repetir as eleições presidenciais, ao passo que em vários outros casos (como na Tanzânia, no Lesotho e em Uganda) está sendo reconhecido o direito das comunidades locais à terra, diante de uma política de descentralização. Neste complexo contexto aparece cada vez mais claro que as lutas para uma maior democracia e tolerância, a partir da conquista da paz diante de guerras que as elites decidem, mas cujas vítimas são as populações civis indefesas, devem ser enquadradas dentro de cenários mais amplos, de tipo global. As redes de colaboração entre movimentos sociais africanos e entre estes e movimentos transnacionais, geralmente do Sul do planeta, estão-se tornando cada vez mais importantes e eficazes, de frequente em oposição a governos autoritários e pouco tolerantes para com quem manifesta opiniões e opções estratégicas diferentes.

Diante deste quadro, a Conferência identifica, como seu assunto central, o papel dos movimentos sociais africanos na (re)conquista da paz e de um espaço público sustentável e inclusivo, assim como a relevância e a evolução das novas redes transnacionais da sociedade civil. A política neoliberal e neocolonial levada a cabo por sujeitos econômicos dominantes, juntamente com governos africanos geralmente corruptos e complacentes dificilmente poderá ser enfrentada por parte de movimentos de dimensão local. Por isso esta conferência pretende prestar uma atenção especial à configuração das novas redes sociais continentais assim como transnacionais, na sua manifestação prática no terreno e na sua eficácia em termos de conquista de resultados tangíveis.

Dentro da ótica que privilegia Paz, Direitos e Novas Redes de Solidariedade, a Conferência pretende propor, mediante uma abordagem interdisciplinar, seis eixos fundamentais:

Eixo 1: Ativismo, Movimentos sociais e Política

– Resistência e contestação social
– Resistência e contestação social
– Ativismo e processos de democratização
– Repensar a dimensão do Político em África

Eixo 2: Ativismo, Terra e Meio Ambiente

– Movimentos sociais e direito de posse e uso da terra
– Movimentos sociais e gestão ambiental sustentável
– Movimentos sociais e mega-projetos
– Movimentos sociais e redes de resistência e solidariedade: nível nacional, continental e transnacional

Eixo 3: Ativismo e Paz

– Movimentos sociais africanos em busca da Paz
– Movimentos sociais, conflitos internos e ameaças transnacionais
–  Redes transnacionais para a Paz

Eixo 4: Ativismo e Direitos Humanos

– Direitos políticos
– Direitos Sociais
– Direitos Civis
– Direitos Culturais

Eixo 5: Diáspora e Redes Transnacionais

– Redes de ativismo transnacional
– Redes de ativismo continental e Sul-Sul
– Movimentos de ativismo na diáspora

Eixo 6: Ativismo e Arte

­– Artes visuais
– Cinema
– Música e artes performativas
– Literatura